sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
"Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?"
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
roberta:
Ela é a moça que sonha, o tempo não lhe escorregar. Seus segredos não vem a tona porque hão de se preservar. Como pode assim um coração a sete chaves se trancar? Pode esconder a emoção com tanta ternura no olhar, é só lembrar pra ver. É, parece que ela tem na ponta dos dedos o destino que traçar, parece sofrer com a espera de tudo que sonhar mas é seu jeito de levar. Qualquer coisa que lhe destoa é pouca para lhe faltar, sabe a hora de rir a toa e também a hora de chorar. Ela pode ter um novo amor para em mil pedaços revirar, peca na incerteza da paixão mas num passo sabe contornar. É lembrar pra ver. É, parece que ela sente as cores do vento e o caminho que trilhar, parece temer a força que vem de dentro encantar, e nunca mais deixar pra sempre me levar..
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Confesso que tenho saudade de você. Às vezes, nem é saudade, mas necessidade de ter você por perto. Isso acontece quando eu me sinto sozinho de um carinho que eu acho que só tenho por você: um negócio que mistura cuidado e desejo. Vontade de cuidar da menina e vontade de ter uma mulher.
Quando a gente puder, a gente senta com calma e bate um papo. Depois, eu fico até olhando você dormir, só para ter um pouco mais a certeza de que você está por perto.
Eu gosto muito de você.
Eu gosto muito de você.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Uma tora. Um macho. (...) Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. Bate aqui no meu peito, Zé!? Sentiu o barulho de granito?"
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Eu só queria que você me telefonasse neste exato momento pra que eu aproveitasse meu momento de coragem e com uma voz bastante séria, lhe diria ‘- Olha cara, o amor é uma planta, tem que cuidar, tem que alimentar, se você se esquecer de cuidar, ela fica murcha, e corre riscos de morrer sem deixar nenhuma muda. O amor é assim igual uma planta, talvez tragicamente igual, pois como a planta a pessoa amada só fica radiante se está bem tratada. Eu só quero te dizer, só quero que você entenda que o AMOR também morre, tal sublime sentimento se torna estúpido e simplesmente falece. Não esquece, cara, não esquece.’ pouco importa nosso amor, pois na verdade ele nem existe em você , e sem dizer nada a respeito mudaria de assunto me ignorando completamente. Mas não vou ficar com suposições, nem pensando no que eu poderia lhe dizer se você telefonasse agora, pois é tarde sei que você não vai telefonar, e mesmo se telefonasse eu totalmente estúpida iria calar meus pensamentos e falar contigo fingindo que está tudo bem, como sempre faço. É madrugada e você está longe.
Sentir o que eu sinto por ti é inevitável, por mais que me esforce para arrancar tua imagem da minha mente e para curar está dor ao lembrar dos nossos dias ensolarados, tudo que eu consigo construir a respeito de distanciamento de ti se desmorona ao te ver ou mesmo ao ouvir tua voz do outro lado da linha. Este amor seria um jogo de persistência se assim pudesse ser classificado. Basta olhar para cima para lembrar de ti; céu azul, nuvens brancas; Tua pele e teu afeto. Ah se pudesse acontecer seria tão bom.
Teus motivos já não mais convencem a ninguém. O que era sólido em teu ser, hoje se derreteu. Suas mentiras e fantasias são tudo que alguém pode lembrar de você. Se contente em estar sentado comigo neste bar e poder ouvir algumas verdades, mesmo que estas te doam fortemente na garganta, que nem mesmo essa bebida que desce para corroer o teu fígado vai conseguir afastar de ti. Tu plantou rancor e hoje só colheu solidão.
Confesso que a uma semana atrás eu descobri o quão doloroso é ver a pessoa que ama passar por você com um sorriso dilacerador nos lábios e fingir que não te conhece. Como se todos aqueles dias, desde aquele dia 31 de maio de 2008 tivessem sido em vão, tivessem sido nada. E eu, fiquei e ainda permaneço aqui , pateta, parada. Com o telefone na mão, esperando que ele toque e que do outro lado da linha eu posso ouvir qualquer coisa, nem que seja a sua respiração. ;s
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Nos tempos da ditadura militar, os presos políticos uruguaios não podem falar sem licença, assoviar, sorrir, cantar, caminhar rápido nem cumprimentar outro preso. Tampouco podem desenhar nem receber desenhos de mulheres grávidas, casais, borboletas, estrelas ou pássaros.
Didaskó Pérez, professor, torturado e preso por idéias ideológicas, recebe num domingo a visita de sua filha Milay, de cinco anos. A filha traz para ele um desenho de pássaros. Os censores o rasgam na entrada da cadeia.
No domingo seguinte, Milay traz para o pai um desenho de árvores. As árvores não estão proibidas, e o desenho passa. Didaskó elogia a obra e pergunta à filha o que são os pequenos círculos coloridos que aparecem nas copas das árvores, muito pequenos círculos entre a ramagem:
- São laranjas? Que frutas são?
A menina o faz calar:
- Shhhh.
E em tom de segredo explica:
- Bobo. Não está vendo que são olhos? Os olhos dos pássaros que eu trouxe escondidos para você.
Didaskó Pérez, professor, torturado e preso por idéias ideológicas, recebe num domingo a visita de sua filha Milay, de cinco anos. A filha traz para ele um desenho de pássaros. Os censores o rasgam na entrada da cadeia.
No domingo seguinte, Milay traz para o pai um desenho de árvores. As árvores não estão proibidas, e o desenho passa. Didaskó elogia a obra e pergunta à filha o que são os pequenos círculos coloridos que aparecem nas copas das árvores, muito pequenos círculos entre a ramagem:
- São laranjas? Que frutas são?
A menina o faz calar:
- Shhhh.
E em tom de segredo explica:
- Bobo. Não está vendo que são olhos? Os olhos dos pássaros que eu trouxe escondidos para você.
- Um dia você imaginou que podia me conhecer?
- Sim. Eu já sabia... eu havia imaginado...
- Como... como assim?
- Eu tinha você dentro dos meus sonhos...
- Como era? Quando foi?
- Não sei... não sei meu amor, mas quando eu te vi eu
sabia que era você. Sabia que ia te encontrar...
- E como foi quando me viu?
- Primeiro fiquei sem ar; daí lembrei dos meus sonhos
e fiquei calmo, porque eu já te conhecia e sabia que eu
te amaria antes que você dissesse qualquer palavra.
- Sim. Eu já sabia... eu havia imaginado...
- Como... como assim?
- Eu tinha você dentro dos meus sonhos...
- Como era? Quando foi?
- Não sei... não sei meu amor, mas quando eu te vi eu
sabia que era você. Sabia que ia te encontrar...
- E como foi quando me viu?
- Primeiro fiquei sem ar; daí lembrei dos meus sonhos
e fiquei calmo, porque eu já te conhecia e sabia que eu
te amaria antes que você dissesse qualquer palavra.
[...] Nunca disseram adeus, nem até mais, nem qualquer outra coisa que desse possibilidade de um fim ou de um próximo encontro; terminavam as conversas com beijos, quando mais frios com abraços. Talvez ele a ame. Talvez ela quisesse saber disso. Por causa da mudez das emoções que sentiam, eles não sabiam que destino davam a si. O bonito deles é a coisa mais simples em suas histórias: de alguma forma silenciosa e cheia de esperança, eles esperavam um pelo outro, embora nenhum pedido tenha sido feito.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Não precisa ficar com medo. Quando a sua mãe não abrir a porta e você passar o dia todo para o lado de fora, eu vou brincar com você e te abraçar tão forte que este sentimento de abandono irá se transformar em mil e quinhentas borboletas no ar, rodopiando em seu cabelo, fazendo cócegas em sua barriguinha. Então, você irá entender que sua mãe não pode abrir a porta porque dentro do quarto onde ela chora, faz tanto frio e tanto medo que o jeito mais bonito que ela encontrou de te amar foi te deixar para o lado de fora.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
"Dentro daquela saudade que não ia embora por mais que o tempo passasse e dentro dele, mesmo sem lembrar, apenas agindo, todos os dias eu acordava e tomava banho, escovava os dentes e fazia todas essas coisas rotineiras, igual a alguém que aos trancos, mecanicamente, continua a viver mesmo depois de ter perdido uma perna ou um braço que, embora ausentes, ainda doem - sem poder evitar, inesperadamente, sem querer evitar, outra vez lembrei de Pedro."
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Ai ai,como dói gostar de alguem de verdade e pior quando esse alguem não gosta nem um poquinho de você.
Se eu pudesse fazer um pedido...
eu ia pedir pra parar de sentir o que eu sinto por você.
O que mais me dói é ter caido nessa teia de sentimentos de novo,tava quase curada disso tudo...
Mais com tão pouco eu me deixei levar,acreditei que ia ser diferente,que tola!
É,nada mudou!
Hoje me sinto uma completa idiota,podia ser tudo diferente mais não eu fui la dei minha cara tapa,to triste outra vez pela mesma pessoa.
Sempre por ela!
Maiis um dia tudo muda e tudo que eu sinto vai morrer,morrer de verdade!
Que seja doce...
"Sempre virá. a solidão não existe. nem o amor. nem o nojo. odeio quando te enganas assim, girando entre as panelas. a vida é agora, aprende. ainda outra vez tocarão teus seios, lamberão teus pêlos, provarão teus gostos. e outra mais, outra vez ainda. até esqueceres faces, nomes, cheiros. serão tantos. o pó se acumula todo dia sobre as emoções. são inúteis os panos, vassouras, espanadores."
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”
domingo, 3 de janeiro de 2010
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