terça-feira, 20 de outubro de 2009

' Nada mais era como no começo, seu amor continuava, mas não sabia onde estava a paixão. Suas ações eram automáticas, coisa que sempre odiara. As primeiras brigas começaram, acabava descontando suas frustrações em cima de S. que chorava a cada palavra ríspida.
Um belo dia, as malas estavam feitas. Lee havia partido.
Um pequeno bilhete enrolado em uma linda rosa dizia apenas:
“Eu simplesmente precisava partir. Sempre te amarei, sinto muito.”
Dizem que nunca mais se falaram, mas sempre pronunciam o nome uma da outra ao dormir.
Certa vez se esbarraram em uma rua qualquer do Centro. Não falaram uma palavra, apenas se abraçaram e choraram. Depois daquilo nunca mais se viram.'

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