'Vim assim que soube de tua dor, dos teus sentimentos despedaçados, em carne viva, se matéria fosse. Tua alma afilta, sem respostas para tantas perguntas, desaprendeu o exercício lúdico de viver. Vim assim que soube dessa tua vontade de não mais prosseguir, dormir para sempre num conto de fadas às avessas locado no reino desencantado das coisas reais.
Tuas nuances de verdes e esperanças plenas, se afogaram no lago cinza do não querer.
Bem te quer.
Bem te quer.
Quero te ver vivo. Me perdoa por não ter entendido teus sinais com a antecedência daqueles que sabem cuidar. Me perdoa.
Vim porque assim está escrito, se não li antes, minha vista nublava e, agora leio. Vim para agradecer por ter te conhecido, para te ouvir com o coração sem censura, sem falsa santidade, sem catecismo, sem receita, sem conselho, que se fosse bom, te venderia.
Vendo-te.
Vendo-te
Te digo sem meias palavras:
Vim assim que você parou te atender as minhas ligações, vim para abrir tuas cortinas, ignorar os banhos não tomados, os dentes que não escovou e, nem te criticar pelo emprego que acabou de perder.
Bem te quero.
Bem te quero.'
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